Silêncio também é fake news


  • Este podcast modernoso da Folha é um grande (e exemplar da voz uníssona da grande mídia) fake news que deixa mais dúvidas que respostas no ar:

Por que, afinal, misturar alhos com bugalhos (luta republicana por transparência com “redes bolsonaristas”) para impedir que o sistema eleitoral brasileiro seja auditável?

Por que sugerir que é “teoria da conspiração” a luta republicana aberta e franca por transparência do sistema eleitoral?

Por que repisar e repisar que é “bolsonarista” a luta aberta e franca iniciada por Brizola e seguida por Requião, autor do primeiro projeto para que o voto eletrônico gerasse uma prova física depositada numa urna física sem que o eleitor tenha contato com o “papelzinho”?

– Por que não mencionar quais os tais países que adotariam o sistema das urnas mágicas brasileiras?
Eles existem?

– Por que não dizer que a Corte Constitucional da Alemanha julgou inconstitucional todo sistema exclusivamente eletrônico e, portanto, inauditável?

– Por que a Índia abandonou o sistema exclusivamente eletrônico?

– Como, em ambiente restrito e controlado (propiciado pelo TSE de quando em quando para mostrar a “segurança” do sistema), técnicos da UNB (um estagiário que depois virou personalidade) e peritos criminais federais entraram no sistema, modificaram boletins de urnas e identificaram votos?

– Por que que a atilada Folha não ouviu a Associação dos Peritos Criminais Federais?

– Por que não ouviu Diego Aranha?

– Por que não ouviu o gigante professor Pedro Antônio Dourado de Resende, de ciência da computação da UNB (https://cic.unb.br/~rezende/trabs/entrevistaGP.html)?

Por que, afinal, o PT e o PSDB se consorciaram durante anos na defesa religiosa de um sistema inauditável?

Por que a presidente Dilma (com o parecer do indefectível Dr. Cardoso) vetou projeto amplamente aprovado no Congresso para dar transparência ao sistema?

Por que 71% dos parlamentares (de todos os partidos, menos do PT) derrubaram o veto?

Por que a PGR Raquel Dodge ajuizou ADI contra a lei aprovada pelo Congresso sob o incrível argumento de que a impressão do voto e seu depósito automático numa urna sem contato físico do eleitor quebraria o sigilo do voto?

É porque, oh! Senhor!, o Supremo, por unanimidade!, julgou procedente a ADI? (Sugiro aos senhores que assistam a brilhante e histórica manifestação do jovem advogado da Associação dos Peritos Criminais Federais no julgamento: está por aí no YouTube).

E, por fim, but not least, por que o Brasil, tão rico e tão estratégico para a humanidade, deve ser o único país relevante do mundo a fiar a sua democracia num sistema eletrônico inauditável e cuja empresa que o maneja já teve o seu contrato com o TSE aditado e prorrogado tantas vezes?

Como dizia aquele macaco, perguntar não ofende!


Samuel Gomes

Nacionalista (da linha do Brizola e do Requião) não tem o direito de acreditar em Coelhinho da Páscoa cibernético.

  1. Querida Bia, o Facebook onde tenho várias restrições assinalando posts que me informam só eu posso ver pois estão em desacordo com as regras do Facebook acabou de impedir um compartilhando seu sobre a morte do policial com tiro no peito. Chegamos em um ponto que precisamos partir pra cima ou ficaremos SEM NADA. O que aconteceu nos USA, sem dúvida vem acontecendo há décadas no Brasil, inclusive na reeleição do Lula. Não é possível acertarmos a imposição de voto eletrônico, onde a GARANTIA é a palavra do Barroso. O BRASIL NÃO MERECE TAMANHA CAFAJESTADA. Deus acima de todos. Forte abraço Margarete Flores

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